A dúvida é o princípio do homem. O devaneio, é portanto, um grito do mais incessante para se iniciar as linhas de algo que se pare como o absoluto da incerteza verborrágica de um humano qualquer. Um diário não periódico. Um escape. Uma forma de coagir a própria luta por se conhecer, uma verdade por ser tola e em algum lugar se depositar. Um grito. Raro desse tipo de lugar que não seja moral pro ego. Mas agora se consolida um local para ser o seu esgoto, o seu escarro, o putrefato viço amargo de idéias que não tem depósito.
Fotizentai. Fo-ti-zen-tai. Nome belo, sonoro e que nada significa. Aliás, significado até tem, mas é pouco além do que tradução fonética para um alfabeto grego. E tais traços tortos e incompreensíveis de uma língua que nunca falarei, rabisca-se o significante de uma palavra: iluminado. ILUMINADO.
Não o sou.
Sou apenas um projeto da verborragia latente, como já dito, de um sistema alicerçado pela falta de embates. Uma verborragia que busca-se iluminar, e assim em grego, fotizentar todo pensamento solto e jogado fora para se compreender que no lixo eis o luxo dos filósofos. Abaixo três pilares, que cada vez mais se farão 6,9,12. Sócrates, Platão, Aristóteles - a base da cultura ocidental. A base de uma cultura prestes a ruir.
Profeta do apocalipse? Não. Só mais um tolo Observador.