"Uma vida não questionada não merece ser vivida."

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O que não sou

Não sou fotizentai. Mas não deixo de não o ser. Sou um espaço, mas não tenho todo ele ao meu dispor. Não posso provar quem sou ou o que sou. Não me conheço. Não sou demagogo. Não sou ególatra. Não sou profano. Não sou divino. Sou quem sou, sem ser. Sou quem quer conhecer mas nunca de fato sabe. Não sou quem tenta ser aquilo que não é e não é aquilo que tenta ser. Não pareço ser. Não sou reflexo. O resto, em certeza, não posso afirmar.

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Tecnofilia da Mente. Tecnofobia do Homem. Tecnologia do Blogger.

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"A dúvida é o principio da sabedoria."

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A dúvida é o princípio do homem. O devaneio, é portanto, um grito do mais incessante para se iniciar as linhas de algo que se pare como o absoluto da incerteza verborrágica de um humano qualquer. Um diário não periódico. Um escape. Uma forma de coagir a própria luta por se conhecer, uma verdade por ser tola e em algum lugar se depositar. Um grito. Raro desse tipo de lugar que não seja moral pro ego. Mas agora se consolida um local para ser o seu esgoto, o seu escarro, o putrefato viço amargo de idéias que não tem depósito.

Fotizentai. Fo-ti-zen-tai. Nome belo, sonoro e que nada significa. Aliás, significado até tem, mas é pouco além do que tradução fonética para um alfabeto grego. E tais traços tortos e incompreensíveis de uma língua que nunca falarei, rabisca-se o significante de uma palavra: iluminado. ILUMINADO.

Não o sou.

Sou apenas um projeto da verborragia latente, como já dito, de um sistema alicerçado pela falta de embates. Uma verborragia que busca-se iluminar, e assim em grego, fotizentar todo pensamento solto e jogado fora para se compreender que no lixo eis o luxo dos filósofos. Abaixo três pilares, que cada vez mais se farão 6,9,12. Sócrates, Platão, Aristóteles - a base da cultura ocidental. A base de uma cultura prestes a ruir.

Profeta do apocalipse? Não. Só mais um tolo Observador.